A fragilização das estruturas federais de direitos humanos no Brasil pós ruptura institucional de 2016

Luciana Silva Garcia, Fernanda Calderaror

Resumo


Resumo: O artigo tem por objetivo levantar as alterações sofridas pelas estruturas federais de Direitos Humanos, responsáveis por executar políticas públicas na respectiva área após a ruptura político-institucional iniciada com o impeachment da presidenta Dilma Rousseff em 2016. Analisa os marcos normativos de criação do Ministério dos Direitos Humanos, no governo de Michel Temer, com o redesenho da extinta Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Aponta as sucessivas mudanças sofridas pela pasta, com a extinção de unidades temáticas, retirada de temas de atuação, enxugamento do quadro de recursos humanos e criação de novas áreas sem indicação de orçamento para execução das ações e programas. Por fim, aponta que o experimentalismo democrático na gestão pública, até então característica das estruturas de Direitos Humanos do governo federal, sofre uma fissura profunda com a remodelação e criação de um ministério sem a devida reverberação e participação junto aos movimentos sociais e organizações de Direitos Humanos.

Palavras-chaves: Direitos humanos. Ruptura institucional. Poder executivo. Estruturas de direitos humanos.

 

Resumen: El artículo tiene por objetivo levantar las alteraciones sufridas por las estructuras federales de Derechos Humanos, responsables de ejecutar políticas públicas en la respectiva área tras la ruptura político-institucional iniciada con el impeachment de la presidenta Dilma Rousseff en 2016. Analiza los marcos normativos de creación del Ministerio de los Derechos Humanos, en el gobierno de Michel Temer, con el rediseño de la extinta Secretaría de Derechos Humanos de la Presidencia de la República. El artículo apunta a los sucesivos cambios sufridos por la pasta, con la extinción de unidades temáticas, retirada de temas de actuación, enjugación del cuadro de recursos humanos y creación de nuevas áreas sin indicación de presupuesto para la ejecución de las acciones y programas. Por último, apunta que el experimentalismo democrático en la gestión pública, hasta entonces característica de las estructuras de Derechos Humanos del gobierno federal sufre una fisura profunda con la remodelación y creación de un ministerio sin la debida reverberación y participación junto a los movimientos sociales y organizaciones de Derechos Humanos .

Palabras-clave: derechos humanos; ruptura; instituciones; poder ejecutivo; fragilización; desestructuración.

 

Abstract: The article aims to raise the changes suffered by the Federal Human Rights structures, responsible for executing public policies in the respective area after the political-institutional rupture initiated with the impeachment of President Dilma Rousseff in 2016. The article analyzes the normative landmarks of the creation of the Ministry of Human Rights, under the government of Michel Temer, with the redesign of the extinct Secretariat of Human Rights of the Presidency of the Republic. It points out the successive changes undergone by the agency, with the extinction of thematic units, removal of themes of action, reduction of human resources and creation of new areas without indication of budget for the execution of actions and programs. Finally, it points out that the democratic experimentalism in the public administration, which until then was characteristic of the human rights structures of the federal government, suffers a deep fissure with the remodeling and creation of a ministry without the proper reverberation and participation with the social movements and organizations of Human Rights.

Keywords: human rights; break; institutions; executive branch; embrittlement; restructuring


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Revista Interdisciplinar de Direitos Humanos
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